Da infância pobre guardei os vestígios de sorrisos. Roubei carvões e giz para gravar nos cadernos da vida minha passagem. Fiz cavaletes com os fragmentos de carinho recebidos. Das dores fiz degraus. Que galgo rápido, lépida, leve.. Tracei caminhos tortos nas estradas erradas e retas pelas quais passei. Fiz dos pesadelos, sonhos pueris.
Dos soluços fiz canções que escoaram as decepções. Dos amores guardei os nomes. As sensações foram esquecidas.
Às emoções dei de presente uma caixa com cem furos. Para que o ar nunca se tornasse irrespirável. E eu fosse capaz de sentir.. ... Tudo de novo...
Escrito por Vivian às 05h27
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Escrito por Vivian às 03h39
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