
Hoje entrego-me ao mar
Hoje não há morangos, chocolate
chantilly ou gelo
Não tenho pétalas nem sais de banho
na banheira onde explodem o amor e o prazer
Hoje fico assim, como uma duna viva
onde a alma sobressai ao toque
das ondas mágicas e incansáveis
Hoje, só hoje, entrego-me ao mar
quando sinto o tapete de areia macia
a massagear meus pés numa junção lúdica
Eu a areia e o mar...
Escrito por Vivian às 03h48
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Um passeio a beira mar a contemplação daquele mar
forte e vigoroso me fez sentir livre.
Ao aconchego silencioso nas pedras da Marina,
posso sentir um mar quente e vagaroso
como as aragens estivais.
Sol e mar, poderia viver assim; acordar com o Sol
a invadir-me as pálpebras, viver entre as rochas robustas,
a areia fina e as águas macias ao toque dos meus pés.
Adormecer nas mornas tardes das sombras crepusculares,
falar com as gaivotas, minhas amigas confidentes,
morrer na praia seria um fim natural.
Não sou livre o suficiente para isso, a selva urbana
e o instinto da sobrevivência clamam a minha ação.
Talvez a falta de sabor a mar - saber amar isso sei,
traz-me para este meu Mundo de letras,
minha enseada particular, daqui, de onde observo tudo
que ao olhar se esquiva.
Escrito por Vivian às 20h47
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